
![O amor é uma droga. Sim senhor, caro leitor. Este, não passa de apenas uma substância maligna que nos causa nada mais que dores, aflições e paranoia constante. E o que nos causa este tão terrível enfermo não é justamente o amor em si; mas sim, quem diz amar. Quem diz saber amar, mas que na realidade só ama o reflexo que vê no espelho. Ou pior, que ainda não aprendeu a se amar. E por mais clichê e cansativo que seja, você só é capaz de amar alguém, depois que aprende a amar a si mesmo. Raciocinemos; se você não consegue aceitar seus próprios defeitos, como aceitará defeitos alheios? Isso não faz sentido; faz? Digo e repito, o amor é uma droga. Mas convenhamos que depois de alguns relacionamentos fracassados, aprendemos a não nos entregar ao primeiro cidadão que nos convém. Aprendemos que um “Olá” não significa “Eu amo você, casa comigo?”. Mas existe coisa pior que o “amor”; a falta do mesmo. Já parou pra pensar naquela pessoa calada e insegura, que arremessa na escuridão as palavras “eu odeio todo mundo”? Talvez ela não “odeie todo mundo”, muito pelo contrário, ela ama todo mundo. Mais do que deveria. E deseja apenas uma porçãozinha de amor pra si. Um afago, um abraço apertado, e um terapêutico “vai ficar tudo bem”. […] Você não decide quando vai amar e não escolhe quem ama. Mas pode resolver o que vai fazer a respeito. Vai se entregar completamente na primeira frase mal expressada e logo em seguida transformar seus olhos em bolas de sinuca vermelhas por tanto chorar? Ou irá com calma, de mansinho, regando pacientemente e fazendo brotar uma amizade que um dia, quem sabe, se tornará um romance? Ame p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e. E caso o pior aconteça, você vai estar preparado para enfrentá-lo de frente. E quer saber? Olhando por este ângulo, o amor não parece assim tão mau… (disjointe-d)](http://24.media.tumblr.com/tumblr_m26d3jki3h1rtp8gho1_500.jpg)
O amor é uma droga. Sim senhor, caro leitor. Este, não passa de apenas uma substância maligna que nos causa nada mais que dores, aflições e paranoia constante. E o que nos causa este tão terrível enfermo não é justamente o amor em si; mas sim, quem diz amar. Quem diz saber amar, mas que na realidade só ama o reflexo que vê no espelho. Ou pior, que ainda não aprendeu a se amar. E por mais clichê e cansativo que seja, você só é capaz de amar alguém, depois que aprende a amar a si mesmo. Raciocinemos; se você não consegue aceitar seus próprios defeitos, como aceitará defeitos alheios? Isso não faz sentido; faz? Digo e repito, o amor é uma droga. Mas convenhamos que depois de alguns relacionamentos fracassados, aprendemos a não nos entregar ao primeiro cidadão que nos convém. Aprendemos que um “Olá” não significa “Eu amo você, casa comigo?”. Mas existe coisa pior que o “amor”; a falta do mesmo. Já parou pra pensar naquela pessoa calada e insegura, que arremessa na escuridão as palavras “eu odeio todo mundo”? Talvez ela não “odeie todo mundo”, muito pelo contrário, ela ama todo mundo. Mais do que deveria. E deseja apenas uma porçãozinha de amor pra si. Um afago, um abraço apertado, e um terapêutico “vai ficar tudo bem”. […] Você não decide quando vai amar e não escolhe quem ama. Mas pode resolver o que vai fazer a respeito. Vai se entregar completamente na primeira frase mal expressada e logo em seguida transformar seus olhos em bolas de sinuca vermelhas por tanto chorar? Ou irá com calma, de mansinho, regando pacientemente e fazendo brotar uma amizade que um dia, quem sabe, se tornará um romance? Ame p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e. E caso o pior aconteça, você vai estar preparado para enfrentá-lo de frente. E quer saber? Olhando por este ângulo, o amor não parece assim tão mau… (disjointe-d)

Você me julga porquê não sabe o que se passa aqui dentro de mim. (RE)

Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas, nem como serão ouvidas.
Caio Fernando Abreu
(Source: viciante-como-drogas)